Mostrando postagens com marcador entrevistas. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador entrevistas. Mostrar todas as postagens

sexta-feira, 4 de junho de 2021

Entrevista " Diversos " 2019


















Livro com fotos e narrativas que relatam a história de artistas e suas obras 

Leia as entrevistas ou baixe o livro : https://diversos.art.br/livro/
Galeria de fotos: https://diversos.art.br/galeria-arissana/

terça-feira, 1 de maio de 2018

O FAZER POLÍTICO NA CONTEMPORANEIDADE- FSM 2018

Um registro do Fórum Social Mundial 
Salvador , março de 2018 
Visibilidade e maior inserção na política são os principais desafios da pauta indígena brasileira atual. Hoje, durante o Fórum Social Mundial, a Mesa Movimentos Indígenas e o Fazer Político Contemporâneo, parte da programação da Universidade Federal da Bahia, reuniu lideranças que ressaltaram esse posicionamento como uma quebra de paradigmas e início de uma nova era na luta pelos direitos desses povos.
O encontro conduzido pelo pesquisador Rafael Xucuru Kariri, atualmente em trabalho na Faculdade de Ciências Humanas da UFBA, reuniu o advogado Dinamam Tuxá - coordenador executivo da Articulação dos Povos Indígenas do Brasil (Apib), a artista plástica Arissana Pataxó, o advogado Luiz Eloy Terena, assessor jurídico da Apib, e a educadora e lider indígena Nádia Tupinambá, para debater com o público sobre os desafios enfrentados.
“Há uma queda de braço desigual entre os povos indígenas e os políticos. Precisamos ocupar espaços nas esferas de poder”, observou Dinamam Tuxá. Para que seja possível o “debate de igual para igual”, o advogado defende uma necessária participação político-partidária do movimento e adianta que já estão sendo articuladas em diversos estados candidaturas de lideranças indígenas para as próximas eleições.
Enquanto a Bahia terá um candidato a deputado estadual, o Brasil já tem a enfermeira Sônia Guajajara concorrendo como vice-presidente na chapa de Guilherme Boulos, pelo PSOL . “Somos o povo mais antigo desse território e é de fundamental importância a participação política para garantia de nossos direitos”, pontuou Tuxá.
Nesse contexto, a ponta de lança das reivindicações continua sendo a garantia dos territórios indígenas. “Hoje é a nossa grande luta, na qual estão implicadas todas as outras questões, sejam culturais, sociais ou ambientais”, explicou Arissana Pataxó. Com seu trabalho de temática indígena a artista contribui para a visibilidade da causa. Como parte da programação do Fórum, ela realiza a exposição Resistência, reunindo dez de seus quadros.
“Acredito que as obras sejam uma janela para um possível diálogo. Na medida em que as pessoas têm seu interesse despertado pela arte, são capazes de perceber a nossa presença no cotidiano e, consequentemente, a necessidade da garantia de nossos direitos”, afirmou a artista plástica.
O advogado Luiz Eloy Terena lembrou que esse protagonismo indígena está se fazendo cada vez mais presente. “Têm sido frequentes nossas ocupações e mobilizações. Nossas comunidades estão, em várias instâncias, fazendo política e há muito denunciamos práticas nocivas no Congresso Nacional, por exemplo. É algo em que temos muito a contribuir para a sociedade. Estamos lutando pelos nossos direitos e vocês deveriam fazer o mesmo”, incentivou.
Posição partilhada pela educadora Nádia Tupinambá, que apontou para o imperativo da união de forças na luta por uma realidade diferente. “É hora da mudança, temos que mostrar o que somos e porque precisamos ocupar esse espaço. E não estamos fazendo só por nós, mas por todo o país”, ressaltou. Lembrando o lema do Fórum – Um outro mundo é possível – Nádia Tupinambá conclamou o público a participar. “É possível? Então comecemos a fazer nossa parte. Se querem se juntar a nós, sejam bem-vindos!”.
A mesa Movimentos Indígenas e o Fazer Político Contemporâneo integra o eixo temático “Povos Indígenas”, do Fórum Social Mundial, que terá suas atividades basicamente concentradas no Pavilhão Glauber Rocha (antigo PAF III). Também foram realizadas ontem as mesas Proteção e Promoção dos Povos Indígenas Isolados e A Pesquisa e o Ensino das Línguas Indígenas na Bahia e os Desafios da Educação Escolar Diferenciada. Além disso, foi exibido o documentário Piripkura, que mostra dois sobreviventes do povo Piripkura, que vive em uma área protegida da floresta amazônica cercado por fazendas e madeireiras.
Ainda em sintonia com a questão indígena brasileira contemporânea, a UFBA exibe a exposição “Índios Korubo: Vale do Javari”, do fotógrafo Sebastião Salgado, uma referência na fotografia internacional também quando se pensa em denúncias sociais. A mostra é composta por 15 fotografias e chama atenção para os desafios e formas de resistência de uma tribo que apenas recentemente entrou em contato com os não índios. A consequência dessa aproximação é que hoje os índios estão vulneráveis não só a doenças comuns para outros povos, para as quais não possuem resistência, como também enfrentam as pressões econômicas dos que desejam explorar seu território.


Fonte : https://www.ufba.br/ufba_em_pauta/ind%C3%ADgenas-querem-maior-inser%C3%A7%C3%A3o-na-pol%C3%ADtica-brasileira

quinta-feira, 10 de agosto de 2017

CineOP- Mostra de Cinema de Ouro Preto

Compartilho aqui minha pequena participação no CineOP- Mostra de Cinema em Ouro Preto no dia 24 de junho de 2017. Participei da mesa que discutiu sobre o papel da imagem: podem as imagens matar, salvar, transformar?
Qual é o poder do audiovisual?



quinta-feira, 20 de abril de 2017

Cultura em Movimento

Cultura em Movimento tem como objetivo "destacar e homenagear pessoas que participam da construção e transformação do setor cultural no estado, esse é o objetivo da série Cultura em Movimento. Toda semana um novo perfil será lançado nos canais da SecultBA, apresentando um pouco do trabalho, da vida e dos sonhos dessa gente que faz a cultura acontecer".

Essa semana fui homenageada com o meu perfil.
Agradeço a Secult pela iniciativa!

Cultura em Movimento - Perfil: Arissana Pataxó
Arissana PataxóIdade: 33 anos
Profissão: Professora e Artista Plástica

As duas profissões (professora e artista plástica) vieram cedo à vida de Arissana. Aos dezenove anos começou a lecionar na Escola Indígena Pataxó da Aldeia Coroa Vermelha, localizada no extremo Sul da Bahia, ao passo que despertava em si o desejo de retratar seu mundo em telas. Veio a Salvador e se formou Artes Plásticas na UFBA e depois se tornou mestre em Estudos Étnicos e Africanos. Esses dois mundos permeiam sua vida desde então. O da arte que ela escolheu para gritar ao mundo a temática indígena e o da educação em que no dia a dia do fazer de professora, Arissana se dedica através de uma prática intercultural, dialogar, discutir e refletir sobre os conhecimentos específicos do povo Pataxó e conhecimentos gerais da arte situando-os como cidadãos do Brasil e do mundo.


Leia o perfil completo em:
http://www.cultura.ba.gov.br/2017/04/13480/Cultura-em-Movimento-Perfil-Arissana-Pataxo.html

Conheça outros perfil em:
http://www.cultura.ba.gov.br/modules/conteudo/conteudo.php?conteudo=122

sexta-feira, 17 de março de 2017

Premiados no PIPA Online 2016

No ano de 2016 a categoria on-line do PIPA aconteceu em dois turnos entre 17 de julho a 7 de agosto. Dentre os 63 artistas que participaram do 1º turno, apenas 10 conquistaram mais de 500 votos e passaram para a 2ª fase. Em uma disputa muito acirrada, decidida nas últimas horas de votação, Jaider Esbell foi o vencedor (com 3789 votos) e Arissana Pataxó a 2ª colocada (com 3686).
Em sete edições, este foi o primeiro ano em que três artistas indígenas foram indicados ao Prêmio e os três disputaram o 2º turno da votação on-line (Isaías Sales também participou da votação). Neste vídeo Esbell, índio Macuxi da Amazônia, e Pataxó, que incorporou sua etnia ao nome, contam a experiência de concorrer nesta categoria em que o vencedor é definido pelo voto do público na internet.
Nesta conversa exclusiva, Jaider aponta a disseminação popular de sua obra e sua satisfação em alcançar um maior número de pessoas para apresentar a realidade de sua cultura, assim como Arissana, que relata como a premiação levou até mesmo quem já era próximo a entrar mais em contato com sua obra.
Fonte:http://www.premiopipa.com/2016/08/conheca-o-vencedor-do-pipa-online-2015-assista-ao-anuncio-2/

quarta-feira, 17 de agosto de 2016

Uma entrevista para a Revista Cláudia.

Revista Cláudia
Por Aline Takashima


Sentada em uma rede vermelha, a artista plástica Arissana Pataxó, 33 anos, segura o computador, olha para a câmera e pergunta: "Oi. Está me ouvindo? Alô, alô". Cercada por árvores e o canto dos pássaros, ela circula entre dois mundos: o dos índios e o do homem ocidental. Quando criança, perdia a noção do tempo desenhando na areia. Utilizava todo o material que encontrava para criar formas e criaturas, seja com papel, caneta, tinta e argila. Hoje, ela é professora de artes em Pataxó, e a única índia que concorre ao Prêmio PIPA, uma das maiores premiações de arte contemporânea do País.
Por conta dos preconceitos que sofreu, Arissana criou a obra Mikay, que significa "pedra que corta". A peça é um facão de cerâmica com a pergunta: "O que é ser índio para você?". A arma representa os primeiros contatos entre os povos indígenas e ocidentais e a frase remete aos estereótipos que a artista escutou. "Cada pessoa tem um índio fictício na cabeça. Essa imagem é construída pelos livros de literatura, pelas escolas, pela mídia. Mas nós somos um povo que vive na floresta e também na cidade. É uma diversidade muito grande. É um erro considerar que índio é tudo igual", explica.

Acesse a pagina da revista e continue a  leitura...
http://mdemulher.abril.com.br/estilo-de-vida/claudia/disseram-que-eu-nao-era-india-por-ser-educada-e-ter-etiqueta

domingo, 31 de julho de 2016

Artista Pataxó está entre os dez finalista que concorrem ao Prêmio Pipa Online 2016



A artista Arissana Pataxó, natural de Porto Seguro, está entre os dez finalista que concorrem ao PRÊMIO PIPA Online 2016,  criado para divulgar os artistas indicados e a arte contemporânea brasileira na internet.
 Única artista baiana entre os finalista do Pipa Online 2016, Arissana Pataxó, desenvolve uma produção artística em diversas técnicas abordando a temática indígena como parte do mundo contemporâneo.
No PIPA Online é o público que define o vencedor através de votação no site do Prêmio  que acontece de 31 de julho até 7 de agosto de 2016. Vence o artista que for mais votado no site.
Para votar basta ter uma conta no Facebook e acessar a página da artista na página do PRÊMIO  PIPA:

Conheça a artista através da entrevista em vídeo feito pela Matrioska Filmes exclusivamente para o Site do prêmio:










Três artistas indígenas concorrem ao Prêmio PIPA Online

Autor: mariana Tessitore
Fonte: http://brasileiros.com.br/2016/07/tres-artistas-indigenas-concorrem-ao-premio-pipa-online/

Pela primeira vez três artistas indígenas concorrem ao Prêmio PIPA, uma das maiores premiações de arte contemporânea do País. Jaider Esbell, da etnia macuxi, Isaías Sales, do grupo dos Kaxinawá, e Arissana Pataxó, cujo sobrenome homenageia a sua etnia, foram indicados à categoria online do PIPA. Eles passaram pela fase inicial da disputa e agora competem com mais sete artistas. Em suas obras se destacam as cores fortes, a escala e a figuração.  Os três estudaram em universidades federais, compondo a cota ainda pequena de indígenas que chegam ao ensino superior.
Arissana Pataxó conta que ingressou na universidade através do sistema de cotas e que, no começo, enfrentou resistências. “Há sempre quem alegue que o índio não precisa estudar, pois pode perder a sua cultura. Não concordo com esse argumento, o estudo também é uma saída para os povos indígenas. Nós conquistamos o direito à educação e precisamos garanti-lo. A noção de que se deve manter uma tradição pura é ultrapassada. A cultura está em movimento, ela não é estática”, afirma.
A ideia de uma cultura múltipla, em constante transformação, também é mencionada por Esbell:  “A identidade indígena não é simples. São várias tradições, um palco extremamente complexo de inteirações sociais, costumes, habilidades e práticas que passeiam por todas as esferas possíveis e inimagináveis. Tais relações vão da ponta da teia da ancestralidade até ao último alcance da nano tecnologia. Há uma grande tentativa de simplificação, um discurso uniformizador que se mostra insustentável. Mas eu afirmo e demonstro em meu trabalho que a variedade existe.  Assim como há o índio que anda nu pela floresta, há também aquele que vive na cidade e na aldeia”, afirma.
Arissana também se pergunta sobre a identidade do índio na contemporaneidade. “Até hoje ainda se acredita que no Brasil só há índios na Amazônia. Isso sempre me incomodou, por isso fiz uma obra que se chama O que é ser índio pra vc?. A verdade é que as pessoas sempre querem enquadrar o índio em um perfil exótico. É quase como se dissessem: ‘você não é índia porque não tem uma etiqueta de identificação’. Percebi que cada pessoa tem um índio fictício na sua cabeça”, conta.

Em seus trabalhos, os artistas também propõem uma outra concepção de tempo, associada à arte contemporânea indígena. Segundo o curador do PIPA, Luiz Camillo Osório, a modernidade se baseou em uma temporalidade linear que dividia o país entre o avanço e o atraso, ignorando as culturas que não aderiram a essa lógica do progresso. “No contemporâneo, começamos a pensar em um tempo que não seja o hegemônico. Ao lidar com diferentes culturas, entramos em contato com ritmos distintos. Diante da crise do ocidente, é importante começar a perceber esses novos tempos e como eles podem propor alternativas ao modelo desenvolvimentista que claramente está destruindo o planeta”, defende.
Há aqui uma proposta de questionar a própria história da arte e sua perspectiva eurocêntrica, como afirma Esbell: “Nossa arte tem ancestralidade, viaja no tempo como telepatia, é carregada de informações que nos remetem ao êxtase do xamanismo e está a frente de tudo, muito antes da ideia da arte europeia”, afirma.
A segunda fase da votação online do PIPA acontece de 31/7 a 7/8. Independentemente do resultado, as obras desses artistas reforçam a autonomia do discurso indígena, como ressalta Esbell: “Mesmo que essa conversa não seja publicada, eu a coloco no meu site. O índio já fala por si próprio há muito tempo, falta ainda que queiram ouvi-lo”, ironiza.

Link curto: http://brasileiros.com.br/bBn7j

segunda-feira, 11 de julho de 2016

ARISSANA PATAXÓ FALA SOBRE A REPRESENTATIVIDADE DA CULTURA INDÍGENA EM ENTREVISTA EXCLUSIVA

Arissana Braz adotou o nome artístico de Arissana Pataxó em homenagem à sua comunidade indígena. Além dos trabalhos com pintura, ela também é professora do Ensino Médio na escola da aldeia urbana onde vive, no sul da Bahia.
A artista fala sobre a importância do seu trabalho na representação da imagem indígena fora da aldeia: “Por isso que meu interesse como artista não é tanto aqui dentro, aqui meu papel é trabalhar com os meninos na escola, mas fora da aldeia é levar esse conhecimento que as pessoas não têm sobre o índio brasileiro”.
Ela também conta sobre um de seus trabalhos em que precisou fazer uma obra que representasse a Bahia. A artista procurou uma imagem para usar como referência inicial e encontrou a fotografia de uma criança pataxó descascando uma mandioca. Desse modo, tanto a Bahia como a cultura indígena estariam presentes em seu trabalho.
Anualmente os artistas que participam do PIPA são convidados a gravar uma entrevista em vídeo com exclusividade para o Prêmio. Com elas conhecemos melhor os artistas, suas carreiras, idéias e motivações. As entrevistas são gravadas por Skype e produzidas pela Matrioska Filmes.
  • http://www.premiopipa.com/2016/04/arissana-pataxo-fala-sobre-representatividade-da-cultura-indigena-em-entrevista-exclusiva/

domingo, 7 de setembro de 2014

Mira - Entrevista

Exposição Mira apresenta obras de arte contemporânea indígena

Estilo vem ganhando cada vez mais espaço em museus do Brasil e no exterior             


 Cotidiano da comunidade indígena é forte fonte de inspiração para as obras reunidas na exposição Mira (Foto: Reprodução)

Na exposição Mira, "Olhe" em espanhol, estão presentes obras feitas por artistas de descendência indígena. Pinturas, fotos, desenhos, esculturas e bordados: todos compostos sem economia na combinações de cores, como o quadro de 2 metros da mulher arco-íris ou as representações entalhadas na madeira de uma aldeia.
 Com uma seleção de 54 artistas, neste encontro proposto pela exposição estão traços de 5 países: Brasil, Bolívia, Equador, Peru e Colômbia. Um dos quadros, o retrato de uma menina pataxó, chamou a atenção da curadora, Maria Inês de Almeida:
- Desde o primeiro momento que vi, me lembrei da Monalisa, conta.
A pintura em questão retrata a prima da artista plástica Arissana Bonfim, indígena da comunidadede Coroa Vermelha, em Santa Cruz de Cabrália (BA). Sobre seu processo criativo, Arissana diz:
 - É um trabalho de fazer e refazer. Eu começo a pintar de repente: coloco uma cor, não quero e jogo outra cor por cima e é um trabalho assim, incansável, pois parece que a obra nunca vai ficar pronta, explica.
Sobre a formação artística, que lhe permitiu juntar conhecimento tradicional indígena e técnicas de arte contemporânea, Arissana completa:
- A faculdade contribuiu muito. Pude aperfeiçoar meu talento, aprimorei mais o desenho da figura humana, pude conhecer outros artistas, outros trabalhos e aprender novas técnicas também, como vídeo e outros trabalhos que pude realizar.


Para assistir ao vídeo da  reportagem acesse: http://redeglobo.globo.com/como-sera/videos/t/edicoes/v/exposicao-mira-apresenta-elementos-do-cotidiano-dos-indios/3610812/

Fonte:   http://redeglobo.globo.com/como-sera/noticia/2014/09/exposicao-mira-apresenta-obras-de-arte-contemporanea-indigena.html