sábado, 12 de novembro de 2016

Prêmio Arte Laguna

INSCRIÇÕES PRORROGADAS ATÉ 14 DE DEZEMBRO DE 2016

O Prêmio Arte Laguna é um prêmio internacional de arte, com o objetivo de promover a Arte Contemporânea.

A seleção das obras apresentadas será realizada por um júri internacional composto por: diretores de museus,cruradores e críticos de arte.

O Prêmio é aberto a todos os artistas, sem limites de idade, sexo, nacionalidade ou outra especificação. Cada artista poderá participar com uma ou mais obras em mais de uma categoria. Abaixo seguem as especificações técnicas:
Pintura
obras realizadas com total liberdade de estilo e técnica (óleo, têmpera, acrílico, tinta, vinil, aquarela, grafite, lápis, colagem, etc.) em qualquer suporte (tela, papel, madeira, plástico, ferro, etc.). As dimensões máximas permitidas são de 175 centímetros para cada lado.
Escultura e Instalação
obras criadas com qualquer tipo de material orgânico ou inorgânico. As mesmas podem fazer uso de sons, luzes, vídeos, movimentos mecânicos ou elétricos. As dimensões máximas permitidas são: base de 4 metros, profundidade de 4 metros, 8 metros de altura e não há limite de peso.
Arte Fotográfica
fotografias em suporte analógico ou digital, fotografias com processamento digital. O tamanho máximo permitido é de 175 cm de cada lado.
Vídeo arte
vídeo, filme e obras realizadas com todas as técnicas de animação em qualquer tipo de suporte digital e/ou analógico. Deverão durar um máximo de 15 (quinze) minutos, incluir título de abertura e créditos finais.
Performance
performance realizada por um ou mais artistas, utilizando qualquer tipo de técnica e/ou forma expressiva, e com o auxílio de qualquer material de suporte produzido pelo artista. Os artistas finalistas se exibirão na noite de inauguração apresentando a performance em uma versão que não ultrapasse 10 (dez) minutos.
Arte Virtual
obras inteiramente realizadas pelo computador ou fazendo o uso de aplicações e dispositivos digitais: vídeos, instalações, performances nas quais o uso das mídias digitais desempenhem um papel significativo em termos de processo criativo e de conteúdo; net art, programas de computador, dispositivos interativos, videogames, projetos de realidade aumentada, prototipagem rápida, etc. As obras que prevêem montagem deverão adaptar-se ao espaço expositivo colocado à disposição.
Gráfica Digital
imagens geradas ou editadas por computador, tablet, smartphone, aplicações, onde a intervenção tecnológica seja predominante. Os trabalhos podem ser configurados em um monitor ou impressos em mídias bidimensionais com um tamanho máximo de 175 cm de cada lado.
Arte da paisagem/Land Art – realizada com o apoio da Pentagram Stiftung.
projetos de obras da paisagem, nos quais os interventos artísticos interagem diretamente com o próprio ambiente. Não há restrição para a escolha do lugar da intervenção. Os trabalhos devem valorizar a natureza e suas características, em linhas gerais, o ambiente ou a paisagem onde estão inseridos.

Inscreva-se para concorrer:

6 Prêmios em dinheiro de € 42.000
Importante exposição coletiva no Arsenal de Veneza
5 Exposições em galerias internacionais de arte
1 Prêmio Sustentabilidade e Arte
5 Colaborações em empresas
9 Residências Artísticas
3 Festivais Internacionais
Publicação de um catálogo

Para mais informações e inscrições acesse:

http://www.artelagunaprize.com/pt

http://www.artelagunaprize.com/pt/inscricao


quarta-feira, 17 de agosto de 2016

Uma entrevista para a Revista Cláudia.

Revista Cláudia
Por Aline Takashima


Sentada em uma rede vermelha, a artista plástica Arissana Pataxó, 33 anos, segura o computador, olha para a câmera e pergunta: "Oi. Está me ouvindo? Alô, alô". Cercada por árvores e o canto dos pássaros, ela circula entre dois mundos: o dos índios e o do homem ocidental. Quando criança, perdia a noção do tempo desenhando na areia. Utilizava todo o material que encontrava para criar formas e criaturas, seja com papel, caneta, tinta e argila. Hoje, ela é professora de artes em Pataxó, e a única índia que concorre ao Prêmio PIPA, uma das maiores premiações de arte contemporânea do País.
Por conta dos preconceitos que sofreu, Arissana criou a obra Mikay, que significa "pedra que corta". A peça é um facão de cerâmica com a pergunta: "O que é ser índio para você?". A arma representa os primeiros contatos entre os povos indígenas e ocidentais e a frase remete aos estereótipos que a artista escutou. "Cada pessoa tem um índio fictício na cabeça. Essa imagem é construída pelos livros de literatura, pelas escolas, pela mídia. Mas nós somos um povo que vive na floresta e também na cidade. É uma diversidade muito grande. É um erro considerar que índio é tudo igual", explica.

Acesse a pagina da revista e continue a  leitura...
http://mdemulher.abril.com.br/estilo-de-vida/claudia/disseram-que-eu-nao-era-india-por-ser-educada-e-ter-etiqueta

domingo, 31 de julho de 2016

Artista Pataxó está entre os dez finalista que concorrem ao Prêmio Pipa Online 2016



A artista Arissana Pataxó, natural de Porto Seguro, está entre os dez finalista que concorrem ao PRÊMIO PIPA Online 2016,  criado para divulgar os artistas indicados e a arte contemporânea brasileira na internet.
 Única artista baiana entre os finalista do Pipa Online 2016, Arissana Pataxó, desenvolve uma produção artística em diversas técnicas abordando a temática indígena como parte do mundo contemporâneo.
No PIPA Online é o público que define o vencedor através de votação no site do Prêmio  que acontece de 31 de julho até 7 de agosto de 2016. Vence o artista que for mais votado no site.
Para votar basta ter uma conta no Facebook e acessar a página da artista na página do PRÊMIO  PIPA:

Conheça a artista através da entrevista em vídeo feito pela Matrioska Filmes exclusivamente para o Site do prêmio:








Três artistas indígenas concorrem ao Prêmio PIPA Online

Autor: mariana Tessitore
Fonte: http://brasileiros.com.br/2016/07/tres-artistas-indigenas-concorrem-ao-premio-pipa-online/

Pela primeira vez três artistas indígenas concorrem ao Prêmio PIPA, uma das maiores premiações de arte contemporânea do País. Jaider Esbell, da etnia macuxi, Isaías Sales, do grupo dos Kaxinawá, e Arissana Pataxó, cujo sobrenome homenageia a sua etnia, foram indicados à categoria online do PIPA. Eles passaram pela fase inicial da disputa e agora competem com mais sete artistas. Em suas obras se destacam as cores fortes, a escala e a figuração.  Os três estudaram em universidades federais, compondo a cota ainda pequena de indígenas que chegam ao ensino superior.
Arissana Pataxó conta que ingressou na universidade através do sistema de cotas e que, no começo, enfrentou resistências. “Há sempre quem alegue que o índio não precisa estudar, pois pode perder a sua cultura. Não concordo com esse argumento, o estudo também é uma saída para os povos indígenas. Nós conquistamos o direito à educação e precisamos garanti-lo. A noção de que se deve manter uma tradição pura é ultrapassada. A cultura está em movimento, ela não é estática”, afirma.
A ideia de uma cultura múltipla, em constante transformação, também é mencionada por Esbell:  “A identidade indígena não é simples. São várias tradições, um palco extremamente complexo de inteirações sociais, costumes, habilidades e práticas que passeiam por todas as esferas possíveis e inimagináveis. Tais relações vão da ponta da teia da ancestralidade até ao último alcance da nano tecnologia. Há uma grande tentativa de simplificação, um discurso uniformizador que se mostra insustentável. Mas eu afirmo e demonstro em meu trabalho que a variedade existe.  Assim como há o índio que anda nu pela floresta, há também aquele que vive na cidade e na aldeia”, afirma.
Arissana também se pergunta sobre a identidade do índio na contemporaneidade. “Até hoje ainda se acredita que no Brasil só há índios na Amazônia. Isso sempre me incomodou, por isso fiz uma obra que se chama O que é ser índio pra vc?. A verdade é que as pessoas sempre querem enquadrar o índio em um perfil exótico. É quase como se dissessem: ‘você não é índia porque não tem uma etiqueta de identificação’. Percebi que cada pessoa tem um índio fictício na sua cabeça”, conta.

Em seus trabalhos, os artistas também propõem uma outra concepção de tempo, associada à arte contemporânea indígena. Segundo o curador do PIPA, Luiz Camillo Osório, a modernidade se baseou em uma temporalidade linear que dividia o país entre o avanço e o atraso, ignorando as culturas que não aderiram a essa lógica do progresso. “No contemporâneo, começamos a pensar em um tempo que não seja o hegemônico. Ao lidar com diferentes culturas, entramos em contato com ritmos distintos. Diante da crise do ocidente, é importante começar a perceber esses novos tempos e como eles podem propor alternativas ao modelo desenvolvimentista que claramente está destruindo o planeta”, defende.
Há aqui uma proposta de questionar a própria história da arte e sua perspectiva eurocêntrica, como afirma Esbell: “Nossa arte tem ancestralidade, viaja no tempo como telepatia, é carregada de informações que nos remetem ao êxtase do xamanismo e está a frente de tudo, muito antes da ideia da arte europeia”, afirma.
A segunda fase da votação online do PIPA acontece de 31/7 a 7/8. Independentemente do resultado, as obras desses artistas reforçam a autonomia do discurso indígena, como ressalta Esbell: “Mesmo que essa conversa não seja publicada, eu a coloco no meu site. O índio já fala por si próprio há muito tempo, falta ainda que queiram ouvi-lo”, ironiza.
Link curto: http://brasileiros.com.br/bBn7j

domingo, 17 de julho de 2016

VOTAÇÕES NO PIPA ONLINE 2016 COMEÇAM NESTE DOMINGO

Três artistas indígenas foram indicados ao prêmio PIPA 2016: Arissana  Pataxó, Ibã huni Kuin (Isaías Sales) e Jaider Esbell  Macuxi .
Acesse as páginas dos artistas em vote no PIPA Online:
http://www.premiopipa.com/pag/arissana-pataxo/
http://www.premiopipa.com/pag/isaias-sales/
http://www.premiopipa.com/pag/jaider-esbell/
SOBRE O PRÊMIO PIPA ONLINE
O PIPA Online foi criado no primeiro ano do Prêmio com o objetivo principal de divulgar todos os artistas indicados, e a arte contemporânea brasileira, através da internet. A categoria conta inteiramente com a participação do público para definir o vencedor. 
A votações acontecem em dois turnos, com duração de 8 dias cada, sempre de domingo a domingo. Durante esse período, os visitantes do site devem acessar as páginas dos artistas participantes para votar. O vencedor é definido pelo número de votos recebidos em sua página, aqui no site. Para votar é preciso ter um perfil no Facebook.
Apenas os artistas que conquistarem o mínimo de 500 votos no 1º turno, passam para o 2º. Ao final do 1º turno os votos são zerados e a contagem recomeça no 2º turno.
O vencedor será o artista que possuir mais votos em sua página ao final do 2º turno. Ele receberá R$ 10 mil. O segundo artista com mais votos receberá R$ 6 mil. Ambos doarão uma obra para o Instituto PIPA (a serem definidas em comum acordo entre os artistas e a coordenação do Instituto).
Caso apenas um artista receba 500 votos no primeiro turno, ele será declarado vencedor e não haverá um segundo turno. Caso nenhum artista receba 500 votos no primeiro turno, não haverá vencedor.
Cronograma do PIPA Online
17 de julho – Início do 1º turno do PIPA Online
24 de julho – Término do 1º turno do PIPA Online
31 de julho – Início do 2º turno do PIPA Online
7 de agosto – Término do 2º turno do PIPA Online
8 de agosto – Anúncio do vencedor do PIPA Online
Serão 63 artistas participantes. 
Fonte= http://www.premiopipa.com/2016/07/votacoes-no-pipa-online-2016-comecam-neste-domingo/

segunda-feira, 11 de julho de 2016

ARISSANA PATAXÓ FALA SOBRE A REPRESENTATIVIDADE DA CULTURA INDÍGENA EM ENTREVISTA EXCLUSIVA

Arissana Braz adotou o nome artístico de Arissana Pataxó em homenagem à sua comunidade indígena. Além dos trabalhos com pintura, ela também é professora do Ensino Médio na escola da aldeia urbana onde vive, no sul da Bahia.
A artista fala sobre a importância do seu trabalho na representação da imagem indígena fora da aldeia: “Por isso que meu interesse como artista não é tanto aqui dentro, aqui meu papel é trabalhar com os meninos na escola, mas fora da aldeia é levar esse conhecimento que as pessoas não têm sobre o índio brasileiro”.
Ela também conta sobre um de seus trabalhos em que precisou fazer uma obra que representasse a Bahia. A artista procurou uma imagem para usar como referência inicial e encontrou a fotografia de uma criança pataxó descascando uma mandioca. Desse modo, tanto a Bahia como a cultura indígena estariam presentes em seu trabalho.
Anualmente os artistas que participam do PIPA são convidados a gravar uma entrevista em vídeo com exclusividade para o Prêmio. Com elas conhecemos melhor os artistas, suas carreiras, idéias e motivações. As entrevistas são gravadas por Skype e produzidas pela Matrioska Filmes.
  • http://www.premiopipa.com/2016/04/arissana-pataxo-fala-sobre-representatividade-da-cultura-indigena-em-entrevista-exclusiva/

ARTISTAS INDICADOS AO PRÊMIO PIPA 2016

É com grande alegria que compartilho minha indicação ao Prêmio de Investigação Profissional em Arte 2016, mais conhecido como Prêmio PIPA.

Visite a minha página no site: http://www.premiopipa.com/pag/arissana-pataxo/   

No período  de 17 de julho  a  24 de julho- será o período em que o público através da internet , poderá escolher dentre os artistas participantes   o vencedor do PIPA Online 2016. 
Os artistas mais votados irão para o segundo turno de 31 de julho a 7 de agosto.  E no dia 
8 de agosto  será o anúncio do vencedor do PIPA Online.
                                                                 

PIPA | PRÊMIO IP CAPITAL PARTNERS DE ARTE

O PIPA surge da parceria entre a IP Capital Partners e o MAM- Rio, para a criação do mais relevante prêmio brasileiro de artes visuais. É coordenado pela equipe do Instituto IP.
Foi criado em 2010 com a missão de divulgar a arte, artistas no Brasil, e o MAM-Rio, e de estimular a produção nacional de arte contemporânea, motivando e apoiando “jovens” artistas brasileiros (jovens em termos de carreira).
Não há inscrições para concorrer ao Prêmio. Os artistas são indicados pelo Comitê de Indicação.
Todos os artistas participantes em cada edição tem páginas no catálogo do Prêmio.

Os catálogos do Prêmio não são comercializados, mas pode ser baixados na íntegra, aqui no site.

 Fonte: http://www.premiopipa.com/sobre-o-premio/





I SALÃO DE ARTE INDÍGENA NA BAHIA

Durante os meses de abril, maio e junho a cidade de Porto Seguro recebeu a exposição de arte  dos povos indígenas na Bahia, com curadoria de Carla Camuso. Foram expostos ao público objetos utilitários de cerâmicas, cestarias, esculturas , dentre outros. Também pude participar com uma pintura em tela, representando um momento do awê durante os jogos Pataxó de Coroa Vermelha.



Memória Pataxó, acrílica sobre tela, 2016, 200x120,




sábado, 18 de outubro de 2014

Visita Ilustre- entrevista

 


O Espaço do Conhecimento UFMG recebeu na última semana a visita da artista Arissana Braz. Natural e residente do estado da Bahia, a pataxó tem um dos seus quadros expostos na ¡MIRA! – Artes Visuais Contemporâneas dos Povos Indígenas, e nesta visita ao museu pôde conferir o resultado da exposição pela primeira vez. Em uma conversa rápida com o núcleo de Comunicação do Espaço do Conhecimento, Arissana falou sobre seu trabalho e sua experiência no museu.
– Como foi visitar pela primeira vez a ¡MIRA!?
Foi muito bom! Acredito que um trabalho como este é inédito, não vi uma exposição que juntasse tantos artistas indígenas – e de vários países. A ¡MIRA! é mesmo bem inovadora nesse sentido: traz uma diversidade muito grande e mostra que os povos indígenas, além de usarem técnicas artísticas milenares, técnicas dos ancestrais, usam também a tecnologia. Não posso falar pelos outros, mas acredito que, como eu, muitos dos artistas também tenham o propósito de refletir sobre o mundo contemporâneo em que os povos indígenas estão inseridos. Em trazer à tona a memória do seu povo, a história, os mitos, os sonhos, a filosofia e a estética. Nisso, cada obra é bem própria…
Arissana Braz posa ao lado de sua obra na exposição ¡MIRA! – Artes Visuais Contemporâneas dos Povos Indígenas
– Quais são os locais em que a arte contemporânea indígena tem ganhado mais espaço?
Isso vai depender muito do esforço do indígena. Poucas pessoas têm a mesma atitude de Inês [Maria Inês de Almeida, curadora da exposição]. Aí vai muito do artista, do esforço de cada um para se inserir, participar de editais para publicação ou seleção de obras em exposições, em salões, bienais. A maioria das exposições que eu fiz foi me inscrevendo, montando a exposição sozinha. Claro, sempre contei com a ajuda de algumas pessoas, mas sempre partiu de mim a vontade de montar a exposição, de correr atrás do espaço. Se você não procura ninguém vai ceder, ninguém vai saber que você quer expor. Não é um trabalho fácil, em que você possa ficar em casa esperando as pessoas te convidarem. Se quiser mostrar tem que ficar de olho para achar parceiros para contribuir, para conseguir recursos.
– Você pode nos falar um pouco da história do seu quadro que está na exposição?
Na verdade, não tem muita história (risos)… É uma prima minha. Quando eu desenho a figura humana o meu objetivo é justamente trazer o retrato do povo pataxó, trazer à tona esse povo que às vezes não é visto. Seja os gestos, o jeito de sorrir, a fisionomia… Quando eu exponho essas figuras humanas meu objetivo é mostrar a cara desse povo, cara no sentido de rosto, mesmo. Mostrar que é um povo diferente mas, que de certa forma, é igual às outras pessoas. Que é um povo que vive, não está no passado, não está morto. Eu poderia muito bem pintar obras que não estão relacionadas aos povos indígenas, mas quando faço essa opção eu busco que as pessoas conheçam o povo pataxó, conheçam a realidade indígena e se interessem, queiram saber mais. Nesse sentido minha obra tem o objetivo de funcionar como uma porta. E quando você expõe o seu povo você faz com que as pessoas tenham interesse em aprofundar seus conhecimentos sobre ele. Se aprofundando, elas passam a conhecer. Conhecendo, aos poucos esse estereótipo que muita gente traz sobre os indígenas é quebrado.

domingo, 7 de setembro de 2014

Mira - Entrevista

Exposição Mira apresenta obras de arte contemporânea indígena

Estilo vem ganhando cada vez mais espaço em museus do Brasil e no exterior             


 Cotidiano da comunidade indígena é forte fonte de inspiração para as obras reunidas na exposição Mira (Foto: Reprodução)

Na exposição Mira, "Olhe" em espanhol, estão presentes obras feitas por artistas de descendência indígena. Pinturas, fotos, desenhos, esculturas e bordados: todos compostos sem economia na combinações de cores, como o quadro de 2 metros da mulher arco-íris ou as representações entalhadas na madeira de uma aldeia.
 Com uma seleção de 54 artistas, neste encontro proposto pela exposição estão traços de 5 países: Brasil, Bolívia, Equador, Peru e Colômbia. Um dos quadros, o retrato de uma menina pataxó, chamou a atenção da curadora, Maria Inês de Almeida:
- Desde o primeiro momento que vi, me lembrei da Monalisa, conta.
A pintura em questão retrata a prima da artista plástica Arissana Bonfim, indígena da comunidadede Coroa Vermelha, em Santa Cruz de Cabrália (BA). Sobre seu processo criativo, Arissana diz:
 - É um trabalho de fazer e refazer. Eu começo a pintar de repente: coloco uma cor, não quero e jogo outra cor por cima e é um trabalho assim, incansável, pois parece que a obra nunca vai ficar pronta, explica.
Sobre a formação artística, que lhe permitiu juntar conhecimento tradicional indígena e técnicas de arte contemporânea, Arissana completa:
- A faculdade contribuiu muito. Pude aperfeiçoar meu talento, aprimorei mais o desenho da figura humana, pude conhecer outros artistas, outros trabalhos e aprender novas técnicas também, como vídeo e outros trabalhos que pude realizar.


Para assistir ao vídeo da  reportagem acesse: http://redeglobo.globo.com/como-sera/videos/t/edicoes/v/exposicao-mira-apresenta-elementos-do-cotidiano-dos-indios/3610812/

Fonte:   http://redeglobo.globo.com/como-sera/noticia/2014/09/exposicao-mira-apresenta-obras-de-arte-contemporanea-indigena.html

sábado, 22 de março de 2014

quarta-feira, 15 de janeiro de 2014

A EXPOSIÇÃO ITINERANTE MIRA ESTÁ EM BRASÍLIA

¡Mira! - Artes Visuais Contemporâneas dos Povos Indígenas


Uma oportunidade do público da capital conhecer o pensamento e a perspectiva indígena em meio às artes visuais contemporâneas, mostra fica em cartaz até 02 de fevereiro.
Formas, cores e ideias dos povos originários da América do Sul compõem a exposição ¡Mira! – Artes Visuais Contemporâneas dos Povos Indígenas, está em cartaz nas galerias da Casa da Cultura da América Latina (CAL) da Universidade de Brasília (UnB). A mostra reúne pela primeira vez no país pinturas, desenhos, cerâmicas, esculturas, vídeos e fotografias de artistas indígenas da Bolívia, Brasil, Colômbia, Equador e Peru.
Idealizada e lançada no Centro Cultural da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), em Belo Horizonte, em junho deste ano, a exposição tem a proposta de trazer ao público as novas estéticas dos povos ameríndios, em que os autores produzem arte aliando saber tradicional às modernas tecnologias. 
“As artes visuais que alguns indígenas estão fazendo, expondo e vendendo, entram em nosso mercado, na cidade grande, como objetos e signos de outras realidades”, explica Maria Inês de Almeida, curadora e coordenadora da exposição. “O que difere suas peças dos objetos e signos tradicionais, frutos da cultura oral, são a tensão e a perturbação, algo que um indivíduo é capaz de expressar quando vê o mundo de longe”, completa.
“A produção simbólica do povo Aymara traz consigo uma enorme carga de conhecimento, de saberes, de tradições, que foram sendo transmitidos através de distintas linguagens artísticas e distintos suportes. Meu trabalho é  retransmissão do conhecimento utilizando como suporte a linguagem visual como a pintura”, explica Dennys Huanca, artista do povo indígena Aymara, que vive nos Andes da Bolívia.
O projeto partiu do Núcleo de Pesquisas Literaterras da UFMG, dedicado à literatura feita por autores indígenas, e é resultado de uma pesquisa realizada por uma equipe formada por antropólogos, comunicadores e indigenistas, que percorreu milhares de quilômetros em busca da arte indígena latino-americana. Foram levantadas mais de 300 obras. Depois, um conselho curador, composto por especialistas em artes visuais, escolheu mais de 100 obras de artistas de diferentes etnias.
Em Belo Horizonte, a exposição foi dividida em três núcleos: Cosmovisões , Paisagens e História e violência. “Indígenas vivendo de arte é novidade até nas aldeias”, observa Maria Inês. “Se na Semana de Arte Moderna de 1922 vimos artistas brancos antropofagizando a arte indígena, agora criadores indígenas fazem o mesmo com estéticas de outras culturas”, explica.
Na busca pelo diálogo intercultural, e através de múltiplas linguagens, a exposição promove o intercâmbio entre as novas experiências artísticas desenvolvidas pelos povos indígenas da América do Sul. “A Mira é um encontro que enriquece a minha experiência artística como também me faz conhecer e aprender sobre as outras culturas”, conta Brus Rubio, artista da etnia Bora-Huitoto do Peru.
O evento é uma realização do  Centro Cultural da UFMG, Decanato de Extensão e Casa da Cultura da América Latina. A mostra ficará em cartaz em Brasília até 02 de fevereiro de 2014. 
Serviço
¡Mira! – Artes Visuais Contemporâneas dos Povos Indígenas
Visitação: até 2 de fevereiro de 2014, todos os dias das 9h às 18h
Local: Galerias Acervo, CAL e de Bolso da CAL (SCS Quadra 4, Edifício Anápolis).Telefone: 61 3321.5811
Entrada franca
Classificação livre
Fonte: Da redação do Jornal de Brasília

sexta-feira, 5 de julho de 2013

Exposição MIRA! Revela a arte contemporânea indígena da América do Sul



Formas, cores e ideias dos povos originários da América do Sul na atualidade. O Centro Cultural da Universidade Federal de Minas Gerais, em Belo Horizonte, lançará, no dia 14 junho, a exposição ¡Mira! – Artes Visuais Contemporâneas dos Povos Indígenas. A mostra reunirá, pela primeira vez no país, obras de artistas indígenas da Bolívia, Brasil, Colômbia, Equador e Peru. 
Pinturas, desenhos, cerâmicas, esculturas, vídeos e fotografias estarão expostos durante dois meses em um dos mais antigos edifícios (recém- restaurado) do centro histórico da capital mineira. A proposta do Centro Cultural é trazer ao público as novas estéticas dos povos ameríndios, em que os autores produzem arte aliando saber tradicional às modernas tecnologias. 
“As artes visuais que alguns indígenas estão fazendo, expondo e vendendo, entram em nosso mercado, na cidade grande, como objetos e signos de outras realidades”, explica Maria Inês de Almeida, curadora e coordenadora da exposição. “O que difere suas peças dos objetos e signos tradicionais, frutos da cultura oral, são a tensão e a perturbação, algo que um indivíduo é capaz de expressar quando vê o mundo de longe”, completa a diretora do Centro Cultural.
¡Mira! e´ resultado de uma pesquisa realizada por uma equipe formada por antropólogos, comunicadores e indigenistas, que percorreu milhares de quilômetros em busca da arte indígena latino-americana. Foram levantadas mais de 300 obras de 75 artistas de 30 etnias diferentes. Depois, um conselho curador, composto por especialistas em artes visuais, escolheu mais de 100 obras para a exposição. 

Na busca pelo diálogo intercultural, e através de múltiplas linguagens, a exposição ¡Mira! promove algo inédito: o intercâmbio entre as novas experiências artísticas desenvolvidas pelos povos indígenas da América do Sul. É também a oportunidade do público conhecer o pensamento e a perspectiva indígena em meio às artes visuais contemporâneas.





domingo, 30 de outubro de 2011

Exposição Coletiva Internacional REVELAÇOES E FORMAS

Quem tiver oportunidade visite a exposição da qual eu também estou participando!
Período : 30-10-2011 a 06-12-2011
Local: Museu de Arte de Montenegro-RS

quinta-feira, 23 de junho de 2011

Exposição Internacional EcoArt

Quem tiver oportunidade visite a exposição:



Estou participando da exposição com uma obra ( a 1º da esquerda pra direita )

Fonte da fotografia:http://artessemfronteiras.blogspot.com/


Mais fotografia e vídeos da exposição acesse:


domingo, 3 de outubro de 2010

Puhuy


Vídeo didático objetivando auxiliar o ensino da arte nas escolas Pataxó através do registro da produção do puhuy.


O vídeo foi exibido na mostra da disciplina e produção e análise da Imagem - Curta Belas Artes, 2009




Na mostra Panorama Nacional do XIII Festival Nacional de 5 minutos-2009

E também na Aldeia Pataxó de Coroa Vermelha durante os Jogos Pataxó de 2010




quinta-feira, 23 de setembro de 2010

segunda-feira, 23 de agosto de 2010

acrílicas 2009


2009, acrílica sobre tela 80X80cm
(vendido)










2009, acrílica sobre tela. 50X80
(vendido)

terça-feira, 8 de dezembro de 2009

Convite para a Exposição:


Pessoal é com grande satisfação que convido a todos para a abertura da minha exposição de conclusão do Curso de Artes Plásticas nesta quinta-feira dia 10 de Dezembro às 18:00 h. no Museu de Arqueologia e Etnologia, localizado no Terreiro de Jesus -Pelourinho.Embaixo no Museu Afro. Coloque na sua agenda!!!!

A exposição intitulada KAHAB KITOKIP composta por obras de diferentes técnicas traz uma abordagem do cotidiano das crianças Pataxó das aldeias Coroa Vermelha e Barra velha localizadas no extremo Sul da Bahia destacando suas relações com o meio em que vivem.




SENSO PLURAL - exposição coletiva de conclusão de curso















domingo, 26 de julho de 2009

Cerâmica







2009, sobre esmalte placa de cerâmica, 25x 30cm.





Pegando ouriço
2008, baixo esmalte sobre placa de cerâmica, 25x30cm.




Kotê miãga
2008, engobe sobre placa de cerâmica, 25x32 cm



                     

   Mikay   2009 , escultura de cerãmica, 60 cm

Técnica mista


Meruka
2007, técnica mista sobre tela, 70x50 cm

sábado, 25 de julho de 2009

Série grafismo pataxó


S/ título - 1
2008, técnica mista sobre eucatex, 60x50 cm







S/ título - 2
2008, técnica mista sobre eucatex, 60x50 cm





S/ título - 3
2008, técnica mista sobre eucatex, 60x50 cm





S/ título - 4
2008, técnica mista sobre eucatex, 60x50 cm



Acrílica sobre tela


~ihé
2007, acrílica sobre tela, 70x50 cm





Imamakã
2007, acrílica sobre tela, 30x30 cm
(vendido)



Kitok-i~hé
2007, acrílica sobre tela








s/ título , acrílica sobre tela                                                                                                

Lápis de cor sobre papel


Ariema Pataxó
2006, lápis de cor sobre papel, 30x42 cm
(vendido)

Gravuras


Sábio Kayapó
2006, xilogravura sobre papel, 30x42 cm
(vendido)



s/título  , serigrafia sobre papel, 2006 , 15x20 cm







s/ título, gravura em metal,  15x 20 cm

Monotipia sobre papel


Cocar
2006, monotipia sobre papel, 30x42 cm









S/ título
2006, monotipia sobre papel, 30x42 cm








Na patioba
2006, monotipia sobre papel, 30x42 cm

Aquarelas

Depois dos 500
2006, aquarela sobre papel, 30x42 cm
releitura fotográfica.
(vendido)



Na barraca
2006, aquarela sobre papel, 32x23 cm



Preparando para o awê
2006, aquarela sobre papel

Pastel sobre papel


Olha o masaká!
2006, pastel sobre papel, 30x42cm



Xavante com cocar Pataxó
2006, pastel sobre papel





Meninos Kayapó
2006, pastel óleo sobre papel




Autorretrato
2006, pastel seco sobre papel